quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

XXI/XV


Chega grita

Chega irrita

Ate tomar forma essa insanidade me atormenta

Com perguntas fúteis

Com respostas malucas

Chega a sufocar

A garganta se cala

No ímpeto de sair correndo
IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE "LIVRE TUMBLR"

E não ser mais parte do corpo

Virar algo autônomo, novo

Correr ao berro por ai

Dizendo que são tolos

Que desperdiçam sua vida

Ao invés de dançar

De correr

Sem razão, sem porque

22/15

Liberdade essa que eu quero
É como uma ideia
Brota da terra
IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE " ANDANDO DO BICICLETA TUMBLR"
Germina
E vira arvore
Liberdade essa que eu quero
É inaudível mas se pudesse
Seria como o vento; livre
Seria como a agua, impossível de conter
A....Essa liberdade que eu quero
Quanto falta para enfim nos conhecer
Para enfim parar de querer
E apenas ser
Essa liberdade que eu quero....


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

21/15

'Ancient Trees: Portraits of time' da fotograda
Americana Beth Moon 
  

Existe um que de místico e um que de profano

Nessa sagrada epifania feminina

Nessa coisa meio mórbida que nos rodeia

No dedilhar das palavras

No vento

No mar

Existe magia

Tudo pulsa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

20/15

IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE "SORRISO TIMIDO TUMBLR"
Um poeta me roubou um sorriso

Mas era ele, amigo

Um retrato antigo

Assim declarei de imediato

Esse esquisito fato

Desse amigo ladrão

Que me rouba sem perdão

Aquilo que não poso dizer

Mas pulsa sem razão

Essa inquietude que brota

De um sorriso roubado

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Divagando....





IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE  "SER TUMBLR"
É tanto desespero para se relacionar com alguém que as pessoas esquecem de se relacionar
É muito facebook, whattsapp e pouco olho no olho dança e música. É pouca voz e muito digital.
E temos fome, fome voraz de relacionar, de exibir de se fazer notar, temos fome de atenção e uma carência tão grande que vira desespero para encontrar alguém
E isso só leva a frustrações e mais frustrações
Queremos apressar uma coisa que não pode ser apressada, algo que leva tempo que se constrói, não é voraz é e ponto.
Não sei se o amor está ai para ser achado ou se é algo que se constrói, independente disso é algo para ser vivido na delicadeza e na sua amplitude.
O amor é um mistério (talvez até o maior deles) que o homem ainda não aprendeu a desvendar.
Se um dia teremos respostas, relações felizes e duradouras, quem sabe....
Por hoje basta ser, e acredite isso é muito !

sábado, 30 de agosto de 2014

30-08-2014



IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE SOB A PESQUISA FREEDOM

Seria estranho dizer adeus
Mas impedir as lagrimas seria um exagero
Seria estranho não lamentar
Mas olhar para frente é necessário
Porque a vida e essa coisa de conhecer, dizer adeus, conhecer, dizer adeus
E mais que triste devemos ser gratos
Porque por um instante fomos infinitos
Porque rimos,
Nos abraçamos,
Cantamos,
Trocamos versos
E amamos Vinicius
E o porque se perdeu
E a tristeza foi embora
Porque nada é tudo
E tudo se resume a deixar viver
Ser grata
E aceitar a partida com nostalgia 
Mas gratidão
De no meio desse bilhão de gente
Ter encontrado alguém que brilha 
Ter aprendido
E hoje poder dizer: Gratidão, amigo!

Fernando Pessoa...

"Porque esse é um dos meus poemas favoritos,
Porque não sei dizer adeus,
Porque o aprendizado foi tão grande
Que diz para minha alma ter um pouco mais de calma
E que logo ali não se finda, pelo contrario
Começa a Viver"


IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE SOB PESQUISA IMENSIDÃO

Eu Sou do Tamanho do que Vejo
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo... 
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer 
Porque eu sou do tamanho do que vejo 
E não, do tamanho da minha altura... 
Nas cidades a vida é mais pequena 
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. 

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, 
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu, 
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, 
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII" 
Heterónimo de Fernando Pessoa