domingo, 16 de janeiro de 2011

Assasina I


Eu odeio a minha vida e acima de tudo me odeio, me odeio pelo que faço e pela falta de coragem para mudar.
Então a unica chance de eu esquecer quem eu sou é beber.
Conheço quase todos os bares de Manhattan, mas não sei porque naquele dia eu simplesmente fui para um desses barzinho pequenos freqüentados por universitários.
odeio universitários, acho que odeio todo mundo menos Luna, minha gata.
Eu sei, a culpa pelo meu destino trágico é minha, fui eu quem escolheu ser quem sou.
Mas alguém tem que ser culpado né?
Ok,eu sou uma pessoa deprimente, e talvez nem seja o melhor narrador dessa história, mas enfim...
Eu entrei no bar, e coloquei meu Blackberry em cima da mesa, na espera de que eu tivesse algum serviço e pedi uma Tequila.
Precisava relaxa.
Foi quando eu virei cabeça e via uma coisa que me chamou a atenção, era um grupo de meninas provavelmente calouras que estavam rindo, mas uma delas me chamou a atenção.
Ela era meio baixinha, devia ter 1,58M, era morena tinha cabelos encaracolados e longos, e era a mais tímida do grupo, e estava vestida como a mais social também,e de cores escuras, parecia uma estranha no meio daquela agitação.
-Vai Claire, canta alguma coisa.
O nome dela era Claire, bonito.
Ela subiu no palco e ajeitou o microfone, por um momento tive a impressão de que ela olhou pra mim, mas sabia que era impossível, porque os humanos comuns raramente notavam a minha presença, mas ela pareceu me notar e me encarou, percebi que seus olhos eram de um castanho tão profundo que por um momento achei que podia enxergar a sua alma.
Ela suspirou, parecendo entender meu pensamento.
-Bom, espero que essa música sirva para alguém aqui.
Os amigos dela vibraram, notei, um garoto forte e alto encarando ela com um olhar de desejo, tive vontade de bater nele.
Ela cantou Speak Now,acho que da Taylor Swift, ela cantava bem e era afinada e quando parou estava com a sensação de que tinha descido do paraíso.
Ela terminou de cantar e foi até o bar e se sentou ao meu lado.
Foi quando ela esbarrou em mim que eu tive certeza de que ela era a mulher certa pra mim.
Meu celular tocou.


Traída!


Festa. Quem não gosta de festa?

Bebida, mulheres, sexo, enfim diversão sem moderação!

Mas essa não é uma festa qualquer, afinal, a SM alugou o melhor e maior salão de Manhattan para comemorar.

O salão é enorme cheio de mesas, o Bufe impecável e as lindas modelos que desfilam pelo salão tornam a festa mais digamos assim, bonita!

Martini. É meu 14º!

Agora vem a pior parte, a hora em que meu irmão Tim vai começar o discurso monótono e chato. Odeio quando o TIM começa a falar, parece aquelas gralhas irritantes que ficam te incomodando a noite inteira, ou quando você está de ressaca e seu vizinho começa a cantar Rock no ultimo volume!

Olha lá o Tim, sempre do mesmo jeito, sempre com o mesmo terninho, a mesma cara amarrada, o mesmo cabelo engomado e as falsa prontas isso sem contar a cara de pretensioso que ele faz.

Na verdade por trás dessa posse de homem sério dos negocio, Geninho da família o Tim na verdade é um BANANA!

Ele nem reconhece a mulher brilhante que está do lado dele, que por sinal, hoje está divina!

Summer, Summer, Summer... Não sei como o banana do meu irmão conseguiu uma mulher como ela, ela é a coisa mais linda que eu já vi, mas hoje ela se superou, o cabelo comprido e cacheado está solto, jogado de lado, e o vestido longo amarelo parece realçar ainda mais a pele negra e os olhos caramelo dela.

Não sei como a Summer se casou com o meu irmão, La merecia coisa melhor!

Ela é simplesmente perfeita.

O que me deixa mais irritado, pois tive a minha chance com ela e deixei escapar.

Opa, ela olhou pra mim e fez uma cara para eu parar de beber.

Peguei mais um Martini e apontei para ela que revirou os olhos.

Sim, eu sou o “aventureiro” da família, o cara que largou a faculdade de administração para abrir seu próprio negocio gastronômico!O que sempre se diverte e bebe nas festas e obviamente o menos favorito da família.

Mas essa história não é sobre os meus erros, meus arrependimentos, minhas ressacas e nem sobre o meu irmão.

É sobre ela-, e como ela me fez acreditar no amor.

Mesmo como isso soa Brega!

Mas tudo isso começou na Festa do Inicio do Ano letivo em Yale, há uns 7 anos trás.

Nem me lembra Part II


Capitulo Um

Fluxograma: Documento:   Acidente de avião na cidade de Minodessa Ohio. No dia 25/12/2007 um avião de pequeno porte caiu sobre uma plantação no distrito de Ohio. O acidente causou grandes perdas para os agricultores locais e destrui muitas casas. Dos quatro passageiros apenas uma sobreviveu com grave lesão na memória, nenhum dos passageiros inclusive a sobrevivente foram identificados.

Acidente de avião na cidade de Minodessa Ohio.

No dia 25/12/2007 um avião de pequeno porte caiu sobre uma plantação no distrito de Ohio.

O acidente causou grandes perdas para os agricultores locais e destrui muitas casas.

Dos quatro passageiros apenas uma sobreviveu com grave lesão na memória, nenhum dos passageiros inclusive a sobrevivente foram identificados.

25/12/2010.

Eu adoro o Natal, mas esse sinceramente não é dos melhores, ok, eu admito que a as dores de cabeça tenha ficado mais insuportável nesse fim de ano, mas é sempre assim já faz três anos desde o acidente e eu não me lembro de nada, mas no Natal minha cabeça sempre dói, só que esse bateu recorde.

-Claire o cliente da mesa 8 está reclamando da demora.

-Já vou Marie.

Suspiro. Porque toda a cidade tem que vir para o WATER SWEET essa noite?Qual é, é Natal, as pessoas não deveriam ficar com a família, ou sei lá, fazer a ceia?

A não ser que todas essas pessoas não tenham família, o que nessa mini cidade é bem improvável.

-Claire, Feliz Natal!

Chris me abraça por trás e me beija.

-Estou trabalhando.

-Você está sempre trabalhando, mas hoje é Natal, e como a desmemoriada não tem família sua obrigação é passar o Natal comigo!

-Mas depois que eu servir a mesa 8.

-Te espero no bar.

Como eu pude conseguir um namorado tão maneiro?E bonito, porque o Chris parece com um Deus grego, ele deve ser meio míope, para querer ficar comigo ao invés das “Princesas” da cidade, não sei o que ele viu em mim, porque quando me conheceu (Ele foi a primeira pessoa que eu atendi como garçonete nesse emprego) eu derrubei todo o café quente na blusa de marca dele.

Apesar de eu ser a maior desastrada ele gostou mim, alías eu não consigo equilibrar nada, não sei porque trabalho como garçonete.

Cheguei a mesa 8 que era a mais afastada do Bar e um cara alto moreno com terno me encarou, quando eu vi ele eu senti um arrepio, e sabe aquela voz da consciência?Bem ela gritou dentro de mim: CORRA DE ESCONDA ATRÁS DAS MONTANHAS, OU PEGUE UMA FACA E MATE ELE NÃO FIQUE PARADA QUE NEM UMA IDIOTA ENCARANDO ELE, CORRA!!!!

Eu nunca escuto a minha voz da consciência, isso explica o porquê de eu sempre me ferrar.

-Pois não?

O cara me encarou.

-Alfa Beta 1965.

-Ahn?

Ok, o cara é um surtado completo ou foi abduzido por um alienígena.

-Desculpe eu não entendi.

-Você não está mentindo está?

-Ahnnn... Acho que não temos esse tal de Alfa Beta, mas temos Café expresso serve?

O homem sorriu.

-Como eu esperava, pode ser o café.

Eu virei às costas e fui fazer o pedido, que cara surtado, Alfa Beta 1965...Mas por que isso não me é estranho?

Olhei uma ultima vez para o homem que estampava um sorriso de satisfação.

-Tá pronta?

Me juntei ao Chris e sai do bar com a sensação de que aquele homem era o principio de uma grande confusão.

Não me lembre!


Prólogo.

O que você faria se acordasse em um lugar estranho sem saber quem você é?

Iria atrás do seu passado?

Ficaria assustado?

Ou simplesmente seguiria em frente?

Bem, eu escolhi a terceira opção, nunca fiz qualquer esforço para tentar lembrar de quem eu era, do meu passado.

Nunca senti a necessidade de saber o que eu fiz ou deixei de fazer e, encarei a perda da minha memória apenas como uma pagina de um livro, e simplesmente virei à outra pagina,aceitei esquecer.

Isso pode parecer anormal, mas é a vida, agente não se esquece da infância?Ta certo que eu esqueci da minha vida inteira, mas isso é relevante, e se eu não faço nenhuma questão de me lembra é porque boa pessoa eu não fui.

Eu achava que podia fugir de mim mesma, simplesmente começar outra vida, com outra personalidade, sei lá, apenas ser eu mesma sem qualquer medo de que as outras pessoas me julgassem.

Mas infelizmente, meu passado não pensa assim, porque eu descobri da pior forma que podemos fugir de tudo na vida, menos de uma coisa: De nós mesmos, porque por mais que eu corra, por mais que eu lute, eu sempre vou me deparar com o meu próprio reflexo no espelho, com meus próprios problemas, com meu passado, com que eu fui.

Mini Capitulo Um.

A missão da agente K era simples, entregar o papel K2B para o Elemento C na Rússia.

Simples assim.

A agente K já realizou muitas missões arriscadas, essa era apenas mais uma, uma tarefa fácil, para uma agente experiente como ela, apesar de ser muito jovem.

Afinal, era só entregar um papel, que complicação podia haver nisso?

Só isso. Simples assim!

-Espero que goste do vôo, agente...?

-Agente K.

-Ah!Agente K ouvi dizer que é muito boa, mas é muito jovem.

-Agradeço o elogio Agente Krovish, mas acho melhor o senhor se ocupar com os seus problemas e concentrar a sua energia no Vôo.

O Agente Krovish sorriu e pegou a arma.

Da cabine do piloto, surgiu dois homens armados mirando para a Agente K.

A agente K se levantou e calmamente tirou o papel do envelope, o dobrou e enfiou do fundo falso do seu colar, pegou a sua arma e disse:

-Quem está pilotando o avião?

Uma chuva de tiros inundou o pequeno avião particular.

Projeto Espião Part II


“Toda a idéia revolucionária provoca três estágios:

a) È impossível - não perca meu tempo

b) È possível, mas não vale o esforço

c) Eu sempre disse que era uma boa idéia”

Murphy

-Alô?!

-Quem era?

-Não sei, desligaram!

O Computador ainda piscava pedindo a senha.

-O que vamos fazer?

-Nada Taylor, isso deve ser algum tipo de brincadeira!

-Sun, isso é hebraico!

-Desde quando sabe ler hebraico.

-Desde dois meses atrás, quando você me deu de presente de aniversário um curso de idiomas!

-Achei que tinha escolhido Francês!

-Eu já sei falar francês!

-Onde vai usar hebraico?

-Isso não importa, o fato é que esse Pen Drive deve ter alguma coisa secreta.

-Taylor, você anda vendo CSI demais, você acha mesmo que você teria interceptado um Pen Drive contendo informações secretas de um governo antiamericano que estão planejando algum plano mirabolante para destruir os EUA?Sabe quase são as chances de isso acontecer?

O Taylor sempre foi uma pessoa muito inteligente, e com uma imaginação muito fértil, já eu sempre fui muito pratica, nunca fui um Gênio, como o Taylor, mas graças as Artes Maciais eu sempre fui mais durona, mais ágil fisicamente.

-Sun...

Ele não terminou de falar, um barulho ensurdecedor, nos fez abaixar, eu me arrastei até o Taylor.

-Pegue o Pen drive e o Notebook, vamos sair pelos fundos.

Parecíamos dois ninjas se arrastando até a porta dos fundos.

Quando eu abri a porta dos fundos o barulho já havia parado e dois caras com roupas pretas um deles apontando uma arma para nós estavam nos aguardando.

O homem com a arma se aproximou de mim.

-Acho que vocês têm uma coisa que me pertence.

-Eu não acho.

Dei um passo adiante e fiquei com a arma encostada na minha cara.

-Achei a senha de vocês bem interessante.

-Você está blefando!

-Bom cada um acredita no que quer o FBI, já está a par, você pode apertar o gatilho, é mais um crime pro seu currículo.

Ta, eu realmente estava morrendo de medo, mas se tem uma coisa que eu aprendi nas aulas de artes maciais é que você pode estar morrendo de medo, mas o inimigo não precisa saber disso.

Os dois homens se entreolharam, e esse era o momento que eu esperava, eu dei um giro com o meu corpo, tirei a arma da mão do Cara Um e lhe dei um golpe na qual ele caiu no chão.

-Taylor pega!

Ele me olhou com uma cara incrédula seguida de espanto quando pegou a arma.

O Cara Dois avançou, tentou me socar, mas eu era mais rápida, acabei dominando ele.

-Qual é a senha?

Ele falou alguma coisa em hebraico que eu não entendi.

-Bom, então vamos fazer do jeito difícil.

Eu apliquei um golpe no pescoço dele e ele desmaiou também, achei um celular no paletó dele e uma caixa metálica, peguei e me virei para o Taylor, que estava pálido.

-O que tá esperando?Vamos!

Ele continuou parado, voltei ao restaurante, peguei uma bolsa e quando voltei o Taylor ainda estava na mesma posição, peguei a arma dele e coloquei na minha bolsa.

-Vamos, acha que eles só vão acordar amanhã?

Arrastei o Taylor pela rua, virei seu pulso e vi que ainda eram 07h00min, a rua ainda estava sem movimento, contornamos a esquina e fomos para o estacionamento.

-Ok, Tay, eu sei que está em estado de choque, mas temos que ser forte e descobri o que tem nesse Pen Drive.

Ele não reagiu, parecia estar paralisado.

-Taylor, essa não é a hora para entrar em pânico!

Tem uma coisa engraçada sobre o Taylor, diferente das outras pessoas quando ele fica em pânico diferente das pessoas normais, ele fica parado, simplesmente parado sem nenhuma reação, por no mínimo meia hora.

-TAYLOR!

Eu o empurrei, mas se nem se mexeu.

Ouvi um barulho de um carro se aproximando.

Taylor continuava imóvel, ele precisava se mexer tínhamos que fazer alguma coisa.

O barulho do carro começou a se aproximar mais.

Tinha que fazer alguma coisa, tinha que fazer ele reagir.

Então fiz a única coisa que eu achei que poderia “reanimá-lo”:

O beijei.

E confesso que foi muito bom.

Um carro preto estacionou na esquina ao lado do estacionamento.

Projeto Espião Part I



“Quando tudo nos parece errado, acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo”

Renato Russo.

Era noite em Manhattan, apesar de serem 23h00min, a cidade ainda tinha um movimento, nada fora do normal, afinal, era Manhattan, mas se nos concentrarmos em uma rua, que sede o restaurante COOK&FOOD, vamos observar dois homens de preto conversando em frente a um restaurante.

-Então Alfa um, consegui passar despercebido?

-Consegui Alfa dois.

-Está com o Pen Drive?

-Sim.

-Ótimo, agora me entregue antes que alguém desconfie.

O homem tirou um embrulho vermelho do casaco preto quando ia passar para o Alfa Dois, um rapaz apressado, tromba com o agente deixando cair uma sacola.

-Você não olha por onde anda não?

O jovem era alto, moreno, parecia ser muito forte, usava óculos e roupas normais, ele se levantou rapidamente.

-Desculpe, é que estou atrasado para o aniversário de uma amiga minha, não vi o senhor.

O homem suspira e se abaixa para pegar o embrulho, só então percebe que ao invés de um há dois pacotes exatamente iguais, ele fica indeciso, o garoto pega um dos pacotes e entra no restaurante deixando os dois agentes com cara de tacho e uma pontada de duvida.

-Verifica o pacote!

-Aqui não Alfa Um, não é seguro!

-O que vamos fazer se o pacote for o errado?

-Não é eu tenho certeza que ele pegou o pacote errado, esse ai é o certo!

-Mas...

-Agente Um, não temos tempo para nos preocuparmos com o Pen Drive, seja como for o plano já está em ação, o que um garoto pode fazer para estragar tudo?

-È você tem razão!Não há nada que os americanos possam fazer o jogo já começou e nos é que estamos dando as cartas.

O Alfa dois sorri, eles começam a andar pela rua, exatamente quando Lady Gaga começa a tocar do restaurante.

Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível

Murphy

Taylor chegou como sempre atrasado.

-Sunny, Feliz Aniversário!

-Achei que você não viria!

-Você sabe que eu sempre chego atrasado, e eu não ia perder a sua festa de 16 anos!

-Eu sei, obrigada!

Observei o Taylor, ele era meu melhor amigo desde o jardim de infância, mas nos últimos anos de colégio ele ficou tão GATO, se ele não fosse praticamente meu irmão, se não estivéssemos sidos criados tão próximos e se ele não fosse meu vizinho, poderia até me interessar por ele...

-Olha, comprei para você!

-Aposto que é uma revista rara da saga Star Wars... Você sempre me dá o presente que você gostaria de ganhar!

-Dessa vez não, fui com sua mãe escolher!

-Ah!Não sei se isso é uma noticia boa, mas seja lá o que for vou fingir que gostei!

-È isso ai!

Tirei o pequeno embrulho da sacola.

-O embrulho parecia maior.

Eu ri. Abri o pacote vermelho, tinha uma pequena caixa de madeira com algumas palavras escritas nela.

-Uma caixa, que lindo!

-Sunny, eu não...

-Não se preocupe Taylor, esse presente foi melhor do que o HQ de colecionador do Huck!

-Sunny, é que eu...

Coloquei a mão sobre seus ombros e o encarei.

-Taylor, a sua presença para mim é mais importante que qualquer presente.

Dei a ele um beijo na bochecha, ele enrubesceu.

-Sunny, Feliz Aniversário!

-Obrigada Jenna!

-Agora, você já pode fazer muitas coisas...

-Só posso dirigir com 17 anos.

-Ah!Mas já pode namorar agora, por falar isso, esse é o seu namorado?

É nesses momentos que eu agradeço o fato de ser negra, porque por mais constrangida que eu fique ninguém jamais ficara sabendo disso, pois as minhas bochechas não ficam vermelhas.

-Não Jenna, esse é o Taylor, lembra?O meu vizinho!

-Ah!O que você disse era muito gato?Eu me lembro de você!

O Taylor não tema mesma sorte, apesar de ser moreno, ficou mais vermelho que um pimentão.

-Ah. Oi, vou pegar alguma coisa para beber!

-Pega pra mim uma soda?

-Tá, Sun!

-Soda?Na sua idade, eu já bebia cerveja!

-Você só é três anos mais velha que eu Jenna!

-Sim, mas na sua idade eu era mais solta, porque você ainda não disse que gosta dele?

-È complicado!

-Você tá ouvindo?

-Ahn... Lady Gaga?

-È, vamos dançar, hoje é seu aniversário, já que não vai ficar de porre, pelo menos vamos nos acabar na pista de dança!

Eu ri, a Jenna é a minha amiga mais louca, legal, sincera e com o coração mais gentil que eu já conheci.

Eram quase quando da manhã, quando a festa tinha terminado, no restaurante tinha ficado apenas eu o Taylor, limpando o lugar, minha mãe me mataria se eu entregasse o restaurante dela sujo.

-Agora que terminamos, porque não abre os presentes?

Estávamos sentados em uma das mesas, tomando Soda.

-Não, acho que quero dormir um pouco, depois eu vejo isso, to muida!

-Vai me deixar morrendo de curiosidade?

-Acho sim.

Ele me agarrou e começou a me fazer cosquinha, a gente caiu na pilha de presente, ele ficou do meu lado de encarando.

-È verdade aquilo?

-Aquilo o que?

-Que você falou para a Jenna!

-Ah!Claro que é verdade, e eu não sou a única a achar isso, é só perguntar a qualquer menina do colégio!

-Mas você não é qualquer menina, você é...

-Sua melhor amiga?!

-Não, algo mais que isso!

Ele se aproximou mais, ficou tão perto que nossas bocas estavam separadas por alguns centímetros, ele passou a mão pela minha cintura, e quando ia me puxar mais para perto, alguma coisa dura, bateu na minha coxa.

-Ai!

-O que foi?

-Tem alguma coisa na minha perna!

Eu me levantei, e peguei a pequena caixa de madeira que estava na minha coxa.

-Uhnn... Acho que vou começar abrindo o seu presente o que acha?

-Sun...

Abri a caixa e dentro dela tinha um pequeno Pen Drive verde, com um símbolo esquisito entalhado nele.

-Ah, você fez um filme pra mim?

-Sun...

-Perai, que eu já vou ver, minha mãe me deu um Notebook de presente, deve estar...

Passei por cima dele e senti um pequeno tremor, espero que o filme seja bem longo para passar esse momento constrangedor.

O Notebook estava atrás dele, dentro da caixa da APPLE, tirei o Notebook da caixa e me sentei do lado do Taylor.

-Uhnn... È rosa, que legal!

Liguei o Notebook, esperei iniciar e coloquei o Pen Drive, quando o Taylor me puxou e me encarou.

-Sun, to tentando te dizer isso a noite toda: Eu não comprei um Pen Drive para você, eu comprei um perfume da Victoria Secret’s!

-Como não Tay?

-Quando eu tava vindo para cá esbarrei com um cara na entrada do restaurante, ele tinha um pacote igual ao meu, não me lembro muito bem, peguei o primeiro pacote que vi pela frente!

-Então era isso que você queria me falar?

-Não era só isso, eu...

-Perai, se esse Pen Drive não é seu, de quem é?

Nos miramos a tela do computador, na qual um símbolo esquisito aparecia e piscando em letras amarelas estava escrito:

Plano הרס

Exterminio EUA

Digite a Senha

Olhei para o Taylor, ele estava tão pasmo quanto eu, em cima da mesa meu celular começou a tocar.

“As coisas podem piorar, você é que não tem imaginação.”

Murphy

Longe dali no Empire State Building, três agents discutiam.

-Eu não acredito, SEIS MESES, DE PLANEJAMENTO UM PLANO PERFEITO, PARA DOIS IDIOTAS ESTRAGAREM TUDO, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊS PERDERAM O PEN DRIVE!

-Não sei qual o problema, afinal, o plano vai ser executado dentro de três horas mesmo!

-QUAL O PROBLEMA?VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ O PEN DRIVE?

-Claro chefe, investigamos e descobrimos que está com uma garota chamada Sunny Palmar Sweet, a mãe dela é dona do restaurante e o amigo dela Taylor Antony Evans comprou um perfume de aniversário para ela, mas ele esbarrou em mim e acabou trocando os presentes.

- Eles têm alguma ligação com a Cia, ou o FBI?

-Não senhor!

-Mesmo assim, é melhor vocês dois recuperarem esse Pen Drive, o plano está em andamento, mas só vamos ter a certeza, quando tudo sair como planejado, até lá. Dois adolesces com códigos e planos são um perigo!

-Sim senhor.

-Liguem para a menina, rastreie o número, achem eles façam o que tem que ser feito.

Os dois agentes saíram do apartamento, enquanto o chefe mirava o horizonte sorrindo.

Porque finalmente o dia da vingança chegou.

I (Have) Super POwer...


Prólogo.

Dizem que se você passa por uma situação de perigo extremo, em que não há qualquer saída aparente, você consegue fazer coisas extraordinárias, como saltar uma grande distância, arrancar portas de carro, etc.

Os cientistas explicam esses acontecimentos baseado na carga de Adrenalina, enviada para o corpo, alguns estudiosos, aplicam esses fatores a sorte e para os mais religiosos, resta apenas agradecer a Deus, pois sua sobrevivência é fruto do Milagre Divino.

Eu nunca acreditei nada disso, porque sempre fui uma pessoa normal, sem nada fora do comum: Boa aluna, boa filha, Nerd, sem tatuagens, sem doenças ou qualquer coisa que me fizesse ser diferente da maioria, até tinha um emprego normal, vendera da loja Norbes&Nobles, uma pessoa exatamente como você: Buscando alguma coisa que justificasse a minha existência nesse mundo.

Mas a minha história muda exatamente no momento em que o mundo me mostrou essa tal justificativa.

Capitulo Um.

Ok, eu estou com medo. MUITO medo agora.

Nunca andei de avião, tá, já andei, mas achei que ia morrer e tomei tanto calmante que me levaram para a emergência e eu não vi nada do vôo.

Mas dessa vez é diferente, eu não tomei calmante por que quase perdi o vôo, então só tive tempo de tomar um café.

Mas é Dia de Ação de Graças e com eu entrei como estagiaria em uma grande empresa de Advocacia, eu pude pagar a passagem para passar o Feriado no Novo México onde minha família mora.

Mas o vôo foi bem tranqüilo sabe a sensação de ir ao céu, agora entendo a obsessão das pessoas para tentar voar, é uma sensação maravilhosa, um sentimento de poder e paz, plenitude, olhar as coisas lá embaixo e ver tudo pequeninho, e pensar o quanto insignificantes nós somos, o fato de perdemos o nosso tempo com tantas bobagens ao invés de simplesmente curtir a vida.

Pena que durou poço, afinal de Manhattan até Novo México não demora tanto assim.

O Problema foi quando eu desci do avião.

-Alô Mãe?Onde você está?O que?Como não pode vir me buscar?Mãe, tá. Droga!

Desliguei meu celular velho e me dirigi para o taxi.

Só que obviamente nenhum táxi parou parar mim, seria um milagre se eu achasse um taxi em pleno feriado de Ação de Graças.

Não sei se foi o frio, a falta de café da manhã, ou qualquer distúrbio relacionado a TPM,ou talvez os filmes que eu tenho visto ultimamente,mas enfim...

Eu tive a brilhante idéia de fazer igual aos filmes me colocar na frente de um táxi, para que ele parasse o que obviamente não aconteceu, porque estamos em Ação de Graça.

E a, motorista agradeço pro me ATROPELAR!

Capitulo Dois.

Eu fui atropelada, eu fui atropelada, em pleno feriado, porque isso acontece comigo?

Eu só queria ver a mamãe e comer, comer, comer e comer muito.

Mas não, eu tinha que dar uma de Super Mulher e me ferrar!

O carro devia estar a uns 80 Km/H, eu devo estar parecendo o Sherek, o Sherek não que ele é fofinho, eu devo estar parecendo um filhote de Dragão sem pele e escamas jogado de um penhasco!

Perai era para eu estar morta, porque eu ainda estou pensando?

Foi ai que eu me dei conta de que eu não estava sentindo dor, eu não estava sequer sentindo o sangue, e meu cérebro parecia a mil por hora, nessa hora, eu decidi abrir os olhos e fiquei surpresa:

O carro não tinha me acertado, ele estava parado a apenas alguns centímetros de mim, e parecia que alguma coisa estava impedindo o carro de se chocar contra mim, porque os pneus do carro ainda estavam rodando, e a minha mão que eu tinha esticado para proteger o rosto, tinha meio que amassado a frente do carro.

As pessoas ao redor pareciam paralisadas, não se mexiam, nem piscavam.

Eu me levantei e comecei a correr sem rumo, simplesmente para me convencer de que tudo aquilo era uma paranóia da minha cabeça, e que eu não deveria passar as noites em claro preparando a minha tese de Direito nem viver a semana a base de cafeína.

Eu parei em baixo de uma árvore e sentei, comecei a chorar até as lagrimas secarem.

O meu celular tocou.

Respirei fundo,minha mãe estava me esperando, me levantei e fui a pé até a casa da minha mãe, era muito longe do aeroporto, mas eu precisava pensar.